terça-feira, 9 de outubro de 2012

Céu de Brasília*

Começaram as chuvas e acabou a secura - chegamos a ter 9% de umidade relativa. Mas acabou também a luminosidade única da Capital Federal. Em homenagem ao céu de Brasília (que se despede até março), um texto publicado algum tempo atrás...



Céu de Brasília
Céu de Brasília, traço do arquiteto
gosto tanto dela assim...


A música Linha do Equador, que Caetano Veloso e Djavan fizeram juntos, é uma das muitas demonstrações da admiração que o céu de Brasília desperta em quem tem a oportunidade de conhecê-lo.
A sensação que se tem, ao andar por Brasília, é de “céu no chão”, como se diz na Capital Federal.  Para onde quer que se olhe, lá está o céu, emoldurando tudo. Parece algo banal, mas é uma situação rara de se encontrar em qualquer outra grande cidade.
Mas o que o céu de Brasília tem de tão especial, afinal? Por sua localização geográfica, encrustada no Planalto Central, a cidade fica em uma região sem morros, montes ou vales, o que permite que o céu seja visualizado de maneira ampla, com o horizonte sempre visível. A arquitetura da cidade, com os prédios afastados um do outro também contribui para que o céu esteja sempre presente.
Além disso, com um longo período de seca durante o ano, o céu adquire uma luminosidade ainda mais intensa. Quando o céu encontra o Lago então, a imensidão toma conta de tudo e por um momento esquecemos que estamos no coração político do país. Ou, como diria o poeta Nicolas Behr:
 O que mais fascina em Brasília?
A cidade ou o poder?
O céu!
 
Congresso Nacional num domingo à tarde (durante a semana não é muito diferente).
 
* Texto publicado no portal do film Faroeste Caboclo


 

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